03/09/2016 // 20:00

Phonopticon

performance

Phonopticon //

ESTUFA CIRCULAR

 

> Phonopticon é um modelo de criação e representação sonora colectiva inspirado na arquitectura do Panopticon, um edifício projectado por Jeremy Bentham no século XVIII, onde uma torre central tem uma visão de 360 graus sobre as celas de prisioneiros que estavam dispostas em círculo. Conceptualmente, porém, as ideias de controlo e poder contidas no Panopticon são substituídas por representações sonoras, livres e abstractas na sua essência, que encontram diferentes significados nos processos de reflexão individual desencadeados em cada ouvinte.

O Phonopticon é um espectáculo onde são exploradas novas formas de expressão nas áreas da composição, interpretação e espacialização electroacústica, recorrendo à construção de novos instrumentos acústicos e electrónicos como elemento fulcral em todo o processo de criação. Em termos cénicos, o Phonopticon reúne no centro uma série de fontes sonoras (instrumentos acústicos, eléctricos e altifalantes) que podem ser visualizadas por toda a audiência, disposta concentricamente. A audiência é ainda envolvida por um conjunto de altifalantes dispostos nos limites do círculo envolvente.

Composição, interpretação e desenvolvimento de novos instrumentos: Gustavo Costa, Henrique Fernandes, José Alberto Gomes e Ricardo Jacinto

Produção: Sonoscopia

 

SONOSCOPIA

A SONOSCOPIA é uma associação/plataforma de criação, produção e promoção de projetos artísticos e educativos. Centra-se essencialmente nas áreas da música experimental, improvisada e electroacústicada, na exploração e investigação sonora e no seu cruzamento interdisciplinar com a literatura, a dança, o teatro e as artes visuais.

www.sonoscopia.pt

 

GUSTAVO COSTA

Gustavo Costa (n. a 1976 no Porto) Iniciou os seus estudos musicais em 1989 na Escola de Jazz do Porto. Em 1998 conclui o curso de percussão na Escola Profissional de Música de Espinho, sob orientação de Miguel Bernat. Em 2002 conclui a licenciatura em Produção e Tecnologias da Música, na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, no Porto. Estudou bateria no Drumtech Music Institute, em Londres e Sonologia no Conservatório Real de Haia com os professores Konrad Boehmer e Clarence Barlow. Em 2010 termina o mestrado em Composição e Teoria Musical na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, no Porto, onde estudou com os professores Dimitris Andrikopoulus e Frederick Gifford, frequentando semininários de composição com Jonathan Harvey e Kaija Saariaho. Como músico e compositor participou em inúmeros projectos musicais nas áreas do rock underground, música improvisada e electroacústica. Tocou com Damo Suzuki, Steve Mackay, Jamie Saft, John Zorn ́s Cobra (dirigido por John Zorn), Barbez, Três Tristes Tigres, Mark Stewart, Bruce Geduldig, Alfred Harth, Margareth Kammerer, Martin Brandlmeyer, Raz Mesinai, Massimo Pupilo, Helge Hinteregger, Xavier Charles ou Adolfo Luxúria Canibal, entre muitos outros. Tocou em 19 países Europeus, Estados Unidos, Líbano e Japão, tendo o seu trabalho editado em várias editoras discográficas. Obteve também o 1o prémio no concurso de composição electroacústica Música Viva 2000, promovido pela Miso Music. Foi professor assistente no curso de Música Electrónica e Produção Musical, na Escola Superior de Artes Aplicadas, em Castelo Branco, e no curso de composição da Escola Superior de Música do Porto. Actualmente frequenta o programa doutoral em Media Digitais na FEUP, Porto, onde é bolseiro pela

Fundação de Ciência e Tecnologia. http://www.gustavocosta.pt

 

HENRIQUE FERNANDES

Iniciou os seus estudos musicais no ano de 1992 na Escola Profissional e Artística do Vale do Ave, na classe de contrabaixo do Prof. Alexander Samardjiev, tendo concluído em 2005 o curso superior de música, na especialidade de Contrabaixo na Escola Superior de Música e Artes do espectáculo do Porto, na classe do Prof. Florian Petzborn. Paralelamente ao universo da música erudita, integra diversos projectos da música experimental, tais como: Mécanosphère, Lost Gorbachevs, Two white monsters around a round table, Sektor 304, Stealing Orquestra,estilhaços, radial chao opera, Srosh ensemble, Space ensemble, entre outros. Tocou com Damo Suzuki, Steve Mackay, John Zorn Cobra (dirigido por John Zorn), Três Tristes Tigres, Mark Stewart, Alfred Harth, Fritz Hauser, Adolfo Luxúria Canibal, entre muitos outros. Tem tocado regularmente em toda a Europa.Nos últimos anos tem desenvolvido algum trabalho na construção de instrumentos musicais e objectos sonoros que utiliza em diversos projectos musicais ou workshops na área da criatividade musical.

 

RICARDO JACINTO

Oriundo de Lisboa, Ricardo Jacinto tem vindo a construir em articulação com a sua actividade como artista plástico, um percurso enquanto violoncelista, com actividade regular no campo da música improvisada e experimental, marcado por uma abordagem de exploração minuciosa em torno das potencialidades tímbricas do instrumento e da sua relação com o espaço. Colabora regularmente com o saxofonista Nuno Torres nos CACTO e é membro dos LOVE THAT LAVA (c/ Nuno Morão e Una Lee), PINKDRAFT, PARQUE, PHONOPTICON e LISBON FREEDOM

UNIT. Entre as inúmeras colaborações com outros músicos encontram-se: C Spencer Yeh, Ernesto Rodrigues, David Maranha, Jean Luc-Guionnet, Helena Espvall, Manuel Mota, @C, Angélica Salvi, Luís Lopes, Norberto Lobo, Susana Santos Silva, Simon Rose, Rodrigo Pinheiro ou Shiori Usui. Apresentou o seu trabalho em concertos, exposições e performances em Portugal e Europa. A sua música está editada pela Creative Sources com PINKDRAFT "2010", pela Shhpuma Records com o álbum ao vivo de PARQUE "Earworm Virgins", pela Agência Vera Cortês o primeiro álbum de CACTO e lançará este ano pela Clean Feed um disco em trio com Luís Lopes e Bruno Parrinha.

Actualmente é investigador no Sonic Arts Research Center da Queen ́s University em Belfast.

www.ricardojacinto.com <