Em If I was you, Clara de Asís entrelaça padrões eletrónicos de evolução lenta em sintetizador analógico com pequenas percussões. Através de diferentes graus de amplificação, estes elementos mudam em presença e relação, gerando interações espontâneas entre frequências e espaços. A peça reflete sobre a ambiguidade da identidade do som — como ele toma forma ao longo do tempo e como se torna difuso. Movendo-se entre a estabilidade e a incerteza, chama a atenção para o processo incorporado da perceção.

_____

Clara de Asís é uma artista e compositora experimental que se dedica às correlações entre acústica, temporalidade e a prática da atenção. O seu trabalho aborda questões relacionadas com a perceção do som e como esta é moldada por contextos sociais e materiais específicos. Ela usa eletrónica e síntese sonora juntamente com combinações idiossincráticas de objetos encontrados e instrumentação tradicional; e cria obras de diferentes formatos, abrangendo performance, peças de áudio e instalações.

Além da sua prática a solo, ela criou uma variedade de obras em associação com outros artistas, incluindo colaborações interdisciplinares em cinema e dança. Tem atuado extensivamente na Europa, Estados Unidos e América do Sul; e foi artista residente no Experimental Sound Studio (Chicago), Tsonami (Valparaíso), Q-O2 (Bruxelas), EMS (Estocolmo) e Sonic Acts (Amesterdão), entre outros. Ela dirige a editora discográfica Discreet Editions e desenvolve uma série de projetos curatoriais em diferentes plataformas.

Com o apoio da Embaixada de Espanha em Portugal