O Lisboa Soa define-se como um festival de arte sonora itinerante e participativo, que pretende valorizar a criação artística, mas atribuir-lhe um contexto social e ecológico, de intervenção direta no espaço público.
Desde 2016, o Lisboa Soa cresceu no contacto e na descoberta de diferentes lugares, na sua vivência e características espaciais, acústicas ou ambientais. Em cinco edições ocupou espaços magníficos como a Tapada das Necessidades, a Estufa Fria de Lisboa, os Reservatórios de Água (Mãe d’Água, Galeria do Loreto e Reservatório da Patriarcal), o Mercado de Santa Clara ou o Palácio Sinel de Cordes, entre muitos outros, com instalações sonoras, performances e oficinas de escuta e tecnologias do som.
Um dos grandes objetivos do Lisboa Soa é trazer o público a espaços icónicos que estão muitas vezes afastados do quotidiano das pessoas e criar uma experiência auditiva que guie os visitantes nestes espaços, ao mesmo tempo que provoca uma reflexão sobre o envolvimento do ser humano com o meio ambiente, com as outras espécies, com o crescimento urbano e com a forma como tudo isto se liga através do som. Não é apenas o ruído que nos ocupa, mas o som no sentido lato, o som como recurso para entender o ambiente, o som como unificador e espaço partilhado, o som como fator identitário dos lugares que habitamos, o som como elemento de fruição estética e prazer.