Hypoleuca funde padrões rítmicos politemporais de bateria, sintetizador ao vivo e o raro computador sonoro Kyma, criando uma experiência de escuta única — algures entre a experimentação psicoacústica e o pós-dubstep complexo.
Padrões rítmicos subtis entrelaçam-se com material modal, melódico e textural. Os elementos percussivos oferecem uma sensação de imobilidade — um ponto de ancoragem — enquanto o ouvinte é conduzido por uma sucessão mutante de paisagens sonoras: algumas reminiscentes de aves, outras aquáticas, outras ainda industriais.
Combinando as múltiplas facetas da trajetória de Pateras como compositor de vanguarda, improvisador eletrónico, pianista e produtor, esta peça propõe uma síntese invulgar de ideias e estilos.
Anthony Pateras é autor de mais de 90 obras musicais e tem realizado centenas de concertos na Europa, Austrália e Estados Unidos ao longo dos últimos 25 anos.
De forma pouco comum, a sua atividade estende-se entre os universos da música clássica, da improvisação, do rock experimental e da eletrónica underground. Editou mais de 50 álbuns em editoras como Tzadik, Editions Mego e Shelter Press, e compôs bandas sonoras para filmes exibidos em festivais como Cannes, Roterdão e Sundance.
Colaborou ainda com ícones do metal de vanguarda (Mike Patton, Stephen O’Malley), escritores de renome (Sylvère Lotringer, Christos Tsiolkas), e prestigiadas orquestras (LA Philharmonic, BBC Symphony, Australian Chamber Orchestra). As suas criações sonoras integraram exposições em instituições como o Martin-Gropius-Bau, SFMOMA, Haus Konstruktiv e Centre Pompidou.
Anthony Pateras contou com o apoio do Governo Australiano através do programa Music Australia.