Como vivenciar um não tempo?
Através de uma performance duracional, entramos num espaço sonoro flutuante, composto por gravações de outros tempos, sons escondidos onde estamos, e outros a serem criados pela modulação de correntes elétricas. Trazendo à escuta atenta vários mundos em uníssono ou entrelaçados entre si, o esculpir de frequências torna-se no ponto único de fusão de momentos. Sem referências exteriores, muitos perderam memórias estruturais nestes espaços.
O que somos sem as histórias que nos formam e nos rodeiam? Que tipos de energia se manifestam em nós quando não existem fronteiras entre aquilo que somos e o que acontece através do simples escutar?
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Carla Santana dedica-se a formas contemplativas de viver e trabalhar o som, criando paisagens sonoras através de field recordings, captações electro-acústicas, síntese analógica e digital, e processamento das mais variadas fontes sonoras. Vive o som pelo seu potencial musical, mas também como objeto artístico.
Participa regularmente em concertos de música improvisada com músicos dos mais variados espectros sonoros, em ensembles como Variable Geometry Orchestra, IKB, Isotope Ensemble. Toca em duo de eletrónica com Carlos Santos. É membro de Quarto Com Luz (com Samuel Gapp, Michael Schiefel, Helena Espvall e João Valinho), Barullo Colectivo (com Clara Lai, João Valinho, José Lencastre), Griot 3000 e outros projectos. Faz parte do coletivo de música improvisada experimental Lantana (com Joana Guerra, Maria do Mar, Maria Radich, Helena Espvall e Anna Piosik).
Apresenta as suas criações a solo (concertos, composições audio-visuais, actos sonoros, manifestos) sob o nome Quatroconnection.